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Marketing Pessoal

Vamos iniciar este curso com um questionamento.

Marketing pessoal é uma ferramenta para conseguir emprego? Sim ou não?

Se escolheu a opção “não” como resposta, você está certo.

O marketing pessoal não é apenas uma ferramenta, mas, sim, um novo processo de conduta que deve ser internalizado no nosso comportamento diário.

Façamos uma comparação.

Quando falamos em produtos, algo que nos motiva a comprar é a embalagem, seu formato, suas cores. Ela exerce uma atração sobre nós no momento da compra. Porém, se ela estiver vazia ou se o produto que estiver dentro dela não atender às nossas expectativas, certamente não faremos a compra.

Podemos fazer uma analogia com o marketing pessoal. Se participarmos de um processo seletivo usando a nossa melhor roupa e criando e falando frases que não são verdadeiras para sermos selecionados, seremos apenas uma bela embalagem sem conteúdo.

Por mais difícil que seja se imaginar como um produto, é assim que as empresas, no momento em que realizam uma seleção, concebem os candidatos. Trata-se de produtos, de profissionais com conhecimentos, habilidades e atitudes que podem contribuir efetivamente com o seu sucesso e o seu crescimento. Não basta, portanto, apenas caprichar na imagem; é preciso muito mais: é preciso ter conteúdo.

O marketing pessoal é uma ferramenta essencial atualmente, pois o mercado de trabalho é competitivo e seletivo. E desenvolver um plano de marketing pessoal não é difícil. Na realidade, trata-se de um conjunto de ações, atitudes e ferramentas que possibilitam a inserção no mercado de trabalho ou o crescimento na empresa em que se atua.

CRIAR UM PLANO DE MARKETING PESSOAL

Não deixe para depois! Comece hoje mesmo a desenvolver o seu plano de marketing pessoal.

Para dar início a esse processo, é fundamental analisar alguns pontos.

1. Comece pensando em quem você é. Faça uma autoanálise.

2. Depois, pense sobre os pontos fortes e fracos da sua personalidade. Procure dar foco às suas características mais marcantes, como alegria, bom humor, bom senso, facilidade de comunicação. Com o passar do tempo, essas serão suas marcas pessoais.

3. Você sabe o que as pessoas dizem sobre você? Como é sua imagem diante dos outros?

Neste item, relacionado com a imagem, pense em um conjunto, ou seja, não somente em uma roupa bonita e bem-passada e em cabelos arrumados, mas na imagem profissional. Quais são os atributos da sua atuação profissional que mais se destacam?

4. Sobre as suas reações, você sabe trabalhar sob pressão? Consegue atingir metas? Como administra conflitos? Sabe trabalhar em equipe? Consegue seguir ordens? Como você se relaciona com as outras pessoas?

É importante lembrar que a questão comportamental também é uma ferramenta de decisão, seja em um processo seletivo, seja em uma seleção interna (quando a empresa promove algum funcionário).A falta de habilidade no relacionamento interpessoal pode ser vista com frequência em muitos ambientes de trabalho. Dela, resulta a falta de respeito e a falta de habilidade de ouvir.

5. E agora, em que nível estão sua autoestima, sua motivação, seu humor, sua criatividade e sua sensibilidade?

6. Você se considera um profissional proativo ou reativo?

Um profissional proativo é aquele que procura se antecipar e que se responsabiliza por suas escolhas; já o profissional reativo é aquele que acaba deixando para a última hora todas as suas atividades.

Muito bem! O próximo passo é pensar sobre estas questões:

Onde atuarei? Como realizo a comunicação interpessoal? Como meu currículo está construído?

É importante se colocar no lugar do outro e tentar entender de que maneira a informação está chegando a ele.

Observe as dicas que selecionamos do Portal RH para aprimorar sua comunicação interpessoal e, consequentemente, facilitar seu convívio com os seus colegas:

Procure trocar algo além de palavras.

Estabelecer a verdadeira comunicação interpessoal não é apenas trocar mensagens verbais com outras pessoas. Ela vai muito além disso. O ideal é que você, a partir do momento em que estabelece a troca de informações, procure exercer a empatia, ou seja, a capacidade de se colocar no lugar da outra pessoa. Assim, você conseguirá conhecer fatos culturais que, talvez, jamais chegue a vivenciar.

Busque aprender com seus interlocutores.

Se você está aberto para se comunicar, consegue preparar o campo para receber aprendizados. E é importante lembrar que o processo de aprendizagem é bilateral: quando os indivíduos aceitam de fato a comunicação interpessoal e a troca de ideias e de experiências, as informações tornam-se muito mais relevantes.

Coloque velhos paradigmas em perspectiva.

Ao longo de nossa vida, é absolutamente normal que paradigmas se formem e se consolidem. Porém, ao adotar de verdade os princípios da comunicação interpessoal, você se torna mais suscetível a quebrá-los ou a renová-los. Não se trata de afirmar que alguém tem razão sobre determinado assunto, mas de estimular a mudança, a evolução, a descoberta de novos caminhos que podem levar você e sua empresa a novos lugares.

Estimule o compartilhamento.

Embora a inibição seja uma característica normal, quando se trata de compartilhar ideias ou conhecimento em um ambiente corporativo, ela pode ser prejudicial. Por conta da inibição, muitos profissionais deixam de apresentar suas ideias, de defender seus posicionamentos em reuniões e de mostrar o quanto podem ser valiosos a uma empresa. Por isso, é muito importante criar um ambiente favorável ao compartilhamento. Quem exercita a comunicação interpessoal ganha mais confiança e se sente mais seguro, uma vez que percebe que falar faz parte do contexto social em que está inserido.

Incentive o networking.

Networking não significa sair correndo e falando “pelos cotovelos”. É a prática da comunicação interpessoal, que é um dos caminhos para ampliar a rede de relacionamentos. Na verdade, se todas as sugestões apresentadas forem adotadas, é bem provável que realizar networking se torne uma atividade bem mais fácil.

O corpo fala. Fique atento ao gestual.

A comunicação interpessoal não se dá apenas pelas palavras, mas também pela entonação da voz e pelos gestos articulados durante a conversa. Ou seja, há um conjunto de fatores que, para quem é atento, demonstra os sentimentos do locutor (alegria, contrariedade etc.). Isso facilita muito a comunicação.

Utilize a comunicação interpessoal para resolver conflitos.

As práticas de comunicação interpessoal são poderosas aliadas na resolução – e até mesmo na prevenção – dos conflitos organizacionais. Muitos profissionais criam situações conflituosas porque se negam a dedicar dez minutos do seu dia para trocar ideias, desfazer equívocos e chegar a um consenso. Dê importância para o diálogo e, quando possível, procure atuar como mediador. Ouça as partes envolvidas e procure aproximá-las para que tudo se resolva com serenidade.

Melhore o seu desempenho.

Quando a comunicação interpessoal é valorizada e praticada no ambiente corporativo, as pessoas melhoram o seu desempenho porque passam a se conectar melhor na busca pela obtenção de resultados.

Promova o autoconhecimento.

A comunicação interpessoal também serve como termômetro para que um profissional saiba como os outros o percebem. E isso se torna relevante principalmente para o desenvolvimento das competências comportamentais. Então, ao promover as práticas de comunicação interpessoal, você abrirá caminhos para não apenas conhecer a si próprio, mas para entender como os seus colegas o veem.

Requisitos da boa comunicação

Sair do isolamento e se comunicar com as pessoas é uma atitude fundamental para conseguir uma oportunidade no mercado de trabalho ou para crescer profissionalmente. Veja o que diz o autor Marcos Gross (2013):

“Líderes segregados nas suas torres de marfim podem desarticular equipes inteiras de trabalho quando não compartilham conhecimentos com grupos de outros níveis organizacionais.”

Para aprimorar o seu processo de comunicação, sugerimos a leitura do livro Dicas práticas de comunicaçãoBoas ideias para os relacionamentos e os negócios, de Marcos Gross.

Em seu livro, Marcos Gross apresenta 51 conselhos para facilitar o desenvolvimento da competência comunicativa, tão exigida no mundo corporativo. Estas cinco dicas fundamentais, selecionadas pela revista Exame, foram apresentadas nele:

Atente ao perfil de quem recebe a mensagem.

A pessoa para a qual você está transmitindo a mensagem será capaz de compreender o que você diz? De acordo com Marcos Gross, atentar para o perfil do receptor da mensagem faz toda a diferença. Parece óbvio? Nem todos estão atentos a isso.

O autor ilustra esta dica com um exemplo: a clássica dificuldade dos profissionais de tecnologia para explicar detalhes técnicos de um projeto para quem não é da área de TI. “O problema não é a falta de inteligência ou a incapacidade intelectual do leigo, mas a ausência de repertório dele naquele campo do conhecimento”, explica Gross.

Por isso, ele sugere que o profissional preste atenção ao perfil sociocultural dos ouvintes, pensando nas palavras que compõem o cotidiano deles. Conforme Gross, o comunicador que desprezar essas premissas não estará dialogando, mas atuando em um verdadeiro monólogo.

Invista nas três esferas da comunicação.

Segundo Gross, pesquisas de laboratório de psicologia da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, conduzidas pelo professor Albert Mehrabian, indicam que a composição da comunicação humana face a face é a seguinte:

É isso mesmo. Ao dirigir a palavra a alguém, muitas vezes o profissional está concentrado apenas em “uma pequena fração da totalidade da comunicação”, explica o autor.

Por isso, preste atenção se a sua postura, o seu olhar, o seu aperto de mão, a sua roupa e o conjunto dos seus movimentos estão de acordo com a mensagem que você está transmitindo verbalmente, seja em uma entrevista de emprego, seja em uma reunião ou uma palestra.

“Explorar as três esferas da comunicação aumenta a possibilidade de sermos bem-sucedidos e compreendidos em nossas mensagens”, diz o autor.

Saiba ouvir.

Muitas pessoas consideram que, quanto mais elas falarem e expuserem suas ideias, mais poder de influência obterão com as pessoas. Gross desconstrói essa ideia.

“Durante uma conversa, quando você se silencia e escuta o outro de maneira focada, envia uma mensagem que é interpretada positivamente pelo receptor: ele me ouve, valoriza as minhas ideias, respeita e me considera como indivíduo”, explica o autor.

Ou seja, se o seu objetivo é aumentar o seu poder de influência e de interação com as pessoas, fuja de monólogos e aposte no diálogo. “Falar muito, mas ouvir mais, muito mais”, sugere o autor.

Aposte na assertividade.

Clareza, objetividade e sinceridade são as características de quem é assertivo. Uma pessoa assertiva é transparente em intenções e colocações.

Olhar no olho ao conversar, voltar-se à pessoa com quem se fala (postura), alinhar as palavras à expressão facial e manter um tom de voz firme, claro e moderado são posturas que revelam esse aspecto durante a comunicação.

Para Gross, são raros os profissionais com essas qualidades, já que a capacidade de ser assertivo está sujeita a situações de poder no ambiente corporativo. Como ser sincero se tenho medo de sofrer retaliações por dizer o que penso?

Mas o autor pondera: engolir sapos faz mal à saúde. Segundo ele, “quando um colaborador não se permite expressar suas opiniões, desenvolve gastrite, dores na coluna, alergias, hipertensão, estresse, entre outros problemas”.

Use técnicas quando o seu objetivo for aumentar o impacto da sua mensagem.

O impacto da mensagem junto ao receptor é uma questão de técnica. E, explica Gross, publicitários são talvez a categoria que mais se utiliza dessas ferramentas para atingir o seu objetivo, que é “seduzir” o consumidor.

Por isso, o Gross divide algumas das táticas usadas por eles e que também podem ser úteis aos profissionais de outras áreas. A primeira delas é criar mensagens que chamem a atenção. “Use textos, fotos, símbolos, cores, formas e imagens que despertem a atenção do receptor. Produza algo inédito que quebre o padrão e a rotina”, indica Gross.

Também estude o público que receberá a mensagem e torne a comunicação adequada a ele. “Foque a tribo com quem está se comunicando e alinhe sua mensagem”, sugere Gross.

Estimular os destinatários seria o passo seguinte, e entender os motivos que o fariam mudar suas atitudes é o pulo do gato nesse momento. “Ofereça algo que lhe traga satisfação ou que possa resolver um problema que o aflige”, escreve Gross.

Linguagem corporal no trabalho

Reflitamos agora sobre o quanto a linguagem corporal pode falar sobre alguém.

Sugerimos a leitura do livro A linguagem corporal no trabalho.

A seguir, veja quais são as piores gafes corporais e o que podemos fazer para evitá-las.

1. Não fique sentado “largado” na cadeira.

2. Se estiver cansado, tome um café, dê uma rápida caminhada e deixe para se espreguiçar no banheiro. Mostrar-se cansado é uma das piores gafes.

3. Estalar os dedos? É melhor nunca fazê-lo.

4. Se uma das suas unhas quebrar, vá até o banheiro e a lixe.

5. Apoiar o queixo sobre a mão demonstra cansaço. Evite fazê-lo.

6. Mantenha seu corpo ereto, mas sem exageros. Pessoas com ombros para frente demonstram estar cansadas.

Linguagem corporal no trabalho

Agora, veja o que alguns movimentos e gestos podem dizer sobre você:

1. Levantar a cabeça sinaliza interesse e o desejo de ouvir as opiniões dos outros.

2. Inclinar-se para a frente diz “diga-me mais, estou interessado”.

3. Colocar as mãos dobradas no colo ou sobre o estômago parece ser um gesto de proteção.

4. Mãos colocadas sobre a mesa podem significar “vamos direto ao assunto”.

5. Ausência de movimento pode indicar que uma pessoa está tentando não ser notada ou que está querendo ouvir.

6. Sentar-se encostado parece dizer “deixe-me pensar a respeito”.

Rede de relacionamentos

Para finalizar nossa reflexão acerca do marketing pessoal, fazemos um questionamento:

Como anda sua rede de relacionamentos?

Rede de relacionamentos, ou networking, nada mais é do que uma rede de contatos que permite estabelecer relações profissionais. É uma ferramenta poderosa que contribui efetivamente com o marketing pessoal.

Existem algumas ferramentas que podem contribuir com a criação de networking, como as seis que citamos a seguir.

Entre em contato com velhos colegas.

Reconecte-se com amigos da escola, da infância, da faculdade ou de outros trabalhos. Entre em contato com eles via redes sociais, e-mail, telefone, aplicativos de troca de mensagens. Seja como for, faça um contato inicial.

Crie uma rede social.

Você não consegue entrar em contato com seus ex-colegas e amigos da infância porque não tem acesso às redes sociais? Crie um perfil nelas para você.

Vá a encontros.

Vá a almoços, happy hours e jantares. Esse tipo de coisa é um bom investimento para ampliar o networking.

Saiba ouvir.

Procure sempre se envolver nas conversas, ouvindo e demonstrando entusiasmo. Saber ouvir é uma grande qualidade, e, em qualquer relacionamento, é importante estar presente e prestar atenção.

Esteja presente.

É interessante pensar na outra pessoa e fazer alguma coisa por ela. Pode até ser prestar um pequeno favor ou estar presente em algum determinado momento. Para quem recebe a gentileza, trata-se de uma grande surpresa.

Dê importância às pequenas coisas.

Entre em contato com as pessoas, seja por e-mail, por aplicativos de troca de mensagens ou por telefonemas. Pequenos contatos fortalecem vínculos e aproximam pessoas.

Como podemos perceber, o marketing pessoal é uma ferramenta poderosa para conseguir um bom emprego. Ele deve ser internalizado e fazer parte do seu dia a dia, como um novo processo de conduta. Use-o a seu favor e invista em você.

Referências

BISPO, Patricia. 10 razões para investir na comunicação interpessoal. Disponível em: <http://www.rh.com.br/Portal/​Comunicacao/Dicas/8966/10-razoes-para-investir-na-comunicacao-interpessoal.html>. Acesso em: 8 fev. 2017.

GROSS, Marcos. Dicas práticas de comunicação – Boas ideias para os relacionamentos e os negócios. São Paulo: Trevisan, 2013.

PATI, Camila. As 5 regras “de ouro” da boa comunicação. Disponível em: <http://exame.abril.com.​br/ca​rreira/​as​-5-regras-​de-our​o-da-bo​a-comunicacao/>. Acesso em: 8 fev. 2017.

PEASE, Allan; PEASE, Barbara. A linguagem corporal no trabalho: como causar uma boa impressão e se destacar na carreira. Rio de Janeiro: Sextante, 2013.

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