Sensibilização para inclusão de Pessoas com Deficiência

O diferente faz a diferença: somando as nossas diferenças em busca de melhores resultados”


Mas, afinal, o que é deficiência?

Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.

A deficiência pode ser resultante da interação entre impedimentos (distúrbios, doenças e lesões) e fatores contextuais: ambientais (ausência acessibilidade arquitetônica, de comunicação, preconceitos, etc.) e pessoais (como gênero, raça, condições sociais, escolaridade, profissão).

A deficiência não é um atributo do indivíduo, mas um produto social, gerado pela correlação entre os impedimentos da pessoa e o ambiente incapacitante.

Deficiência Física
Apresenta-se sob a forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, ostomia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, nanismo e membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções.

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Paraplegia

Perda total das funções motoras dos membros inferiores.

Paraparesia

Perda parcial das funções motoras dos membros inferiores.

Monoplegia

Perda total das funções motoras de um só membro (inferior ou posterior).

Tetraplegia

Perda total das funções motoras dos membros inferiores e superiores.

Tetraparesia

Perda parcial das funções motoras dos membros inferiores e superiores.

Triplegia

Perda total das funções motoras em três membros.

Triparesia

Perda parcial das funções motoras em três membros.

Hemiplegia

Perda total das funções motoras de um hemisfério do corpo (direito ou esquerdo).

Hemiparesia

Perda parcial das funções motoras de um hemisfério do corpo (direito ou esquerdo).

Amputação

Perda total ou parcial de um determinado membro ou segmento de membro.

Paralisia cerebral

Lesão de uma ou mais áreas do sistema nervoso central, tendo como consequência alterações psicomotoras, podendo ou não causar deficiência mental.

Ostomia

Intervenção cirúrgica que cria um ostoma (abertura, ostio) na parede abdominal para adaptação de bolsa de coleta; processo cirúrgico que visa à construção de uma caminho alternativo e novo na eliminação de fezes e urina para o exterior do corpo humano (colostomia: ostoma intestinal; urostomia: desvio urinário).


Nova simbologia Internacional da Acessibilidade


Símbolo Antigo:


Símbolo Novo:




O novo símbolo da acessibilidade foi desenhado pela Unidade de Desenho Gráfico do Departamento de Informação Pública das Nações Unidas, em Nova York, a pedido da Divisão de Reuniões e Publicações do Departamento de Assembleia Geral e Gestão de Conferências das Nações Unidas, e será daqui em diante referido como o “logotipo acessibilidade”.

O alcance global deste logotipo é transmitido por um círculo, com a figura simétrica conectado para representar uma harmonia entre os seres humanos em sociedade. Esta figura humana universal com os braços abertos simboliza a inclusão para as pessoas de todos os níveis, em todos os lugares.

  O logotipo de acessibilidade foi criado para representar a acessibilidade para pessoas com deficiência. Isso inclui a acessibilidade à informação, serviços, tecnologias de comunicação, bem como o acesso físico. O logotipo simboliza a esperança e a igualdade de acesso para todos.

  Ele foi revisto e selecionado pelos Grupos Focais sobre Acessibilidade, trabalhando com a Força-Tarefa Internacional sobre acessibilidade no Secretariado das Nações Unidas. O grupo é composto por organizações da sociedade civil eminentes, incluindo as organizações das pessoas com deficiência e das pessoas com mobilidade reduzida.

  O logotipo de acessibilidade também foi criado para uso em produtos de informação pública impressos e eletrônicos para aumentar a conscientização sobre as questões relacionadas à deficiência, e pode ser usado para simbolizar produtos, lugares e tudo o que é ‘amigável às pessoas com deficiência’ ou acessível.

  O logotipo de acessibilidade é neutro e imparcial. Sua utilização não implica o endosso pela Organização das Nações Unidas ou do Secretariado das Nações Unidas.

Cadeirante

Ilustração de um menino loiro, vestindo uma camiseta roxa, calças e tênis pretos sentado em uma cadeira de rodas, olhando enquanto sorri para uma bola e cesta de basquete.

Cadeirante é o nome que identifica as pessoas que utilizam cadeira de rodas.

A cadeira de rodas é parte do espaço corporal da pessoa. Apoiar-se ou encostar-se na cadeira é o mesmo que apoiar-se ou encostar-se na pessoa. Não movimente a cadeira de rodas sem antes pedir permissão ao cadeirante.

Se a conversa durar mais do que alguns minutos, sente-se, se possível, de modo a ficar no mesmo nível do seu olhar.

Não estacione seu automóvel em vagas reservadas às pessoas com deficiência física. Tais lugares são reservados por necessidade, e não por conveniência.

Ao subir uma rampa ou degrau alto com um cadeirante, a cadeira deverá ser conduzida de frente; ao descer, deve ser conduzida de marcha à ré, evitando acidentes.

Dica:

Se deseja ajudar, ofereça ajuda, mas não insista. Se precisar de sua ajuda, a pessoa aceitará e lhe dirá o que fazer.

Pessoas com deficiência física, quando necessário, devem ter atendimento acompanhado, com a oferta de lugar apropriado, assim como posições de mesas espaçosas ou com algum tipo de apoio, se houver uso de muletas ou outros acessórios.

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Acessibilidade

Esteja atento para a existência de barreiras arquitetônicas (qualquer tipo de impedimento para a circulação de uma cadeira de rodas, por exemplo, degraus, desníveis, falta de rampas etc.) nos locais onde quer levar um amigo cadeirante, muletante (termo utilizado para designar a pessoa que faz uso de muletas) ou com mobilidade reduzida.

Se você não tiver o amigo, mas a consciência, também pode reparar se há rampas no lugar de degraus, elevadores e outras acessibilidades para o deslocamento de uma pessoa com deficiência, um idoso ou um obeso.

Ilustração de uma menina de cabelos castanhos olhando para si mesma sorrindo, vestida com roupa de atletismo branca e verde, e que no lugar da perna esquerda possui uma prótese ortopédica.

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Mobilidade reduzida

Às vezes, não é a deficiência em si que faz com que uma pessoa precise de algum tipo de adaptação. Um idoso, por exemplo, não é uma pessoa com deficiência, mas tem dificuldades em se locomover por locais que tenham escadas, desníveis e outros impeditivos para a livre circulação nos ambientes. Isso porque, ao envelhecer, ficamos mais propensos a adquirir algumas doenças como esclerose, doenças do coração, artrite, entre diversas outras. Também as articulações enfraquecem e já não fica tão fácil a locomoção.

Por isso, o idoso precisa de acessos mais simples, que facilitam muito a vida de quem tem mobilidade reduzida. Outro exemplo é a pessoa obesa. Ela também tem algumas dificuldades quando o assunto é circular por aí.

Ilustração de um senhor idoso, negro e com cabelos brancos, vestido com boné marrom, casaco verde e laranja, calça azul, polainas e manta laranja e botas marrom. Usa uma bengala enquanto se desloca pela sala de estar de sua casa.

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Nanismo

Os anões são pessoas com estatura reduzida, eles atingem entre 70 cm e 1,40 m na idade adulta. Por conta disso, os anões têm sérias dificuldades de locomoção em cidades planejadas para pessoas com média ou alta estatura. Essa observação (de que os anões também precisam de acessos) levou essa parcela da população a ser considerada como pessoas com deficiência pelo Decreto Federal 5.296/2004.

Mas as dificuldades que os anões enfrentam não ficam apenas no campo arquitetônico. Os anões sofrem bastante com o preconceito. Muitas pessoas têm medo deles, ou então os tratam com infantilidade ou ridicularização. Tem gente que atravessa a rua quando encontra com um anão. Você sabia que o maior índice de suicídio entre as pessoas com deficiência é na comunidade anã? Por causa da baixa estatura, os anões não conseguem acessar muitos ambientes, produtos e serviços de uso público, como balcões de atendimento, prateleiras em supermercados, degraus, transportes, caixas eletrônicos, mobiliário público e doméstico em geral (mesas, cadeiras, bancos, camas, estantes, armários etc.).

Até quando fazem adaptações para pessoas com deficiência, não pensam no anão. Por exemplo, um caixa eletrônico adaptado pode ser acessado por um cadeirante, mas mesmo este modelo (que é mais baixo) não serve para o acesso de um anão, pois ele não consegue chegar nas teclas por causa do comprimento dos seus braços.

Ilustração de um homem com cabelo moreno e cavanhaque, vestindo uma camisa verde, calça jeans azul e tênis preto e branco, com estatura reduzida, na calçada e em meio a pessoas de maior estatura.

Dica:

Todos merecem ser tratados com respeito e consideração. É essa a receita.

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Deficiência visual

Ilustração de uma mulher com cabelos compridos negros, vestindo um longo vestido lilás e branco usando óculos redondos escuros que está sendo guiada em sua caminhada por um cão-guia.

Há muitos tipos de deficiência visual. Algumas pessoas veem apenas o que está diretamente na sua frente e nada do que está ao lado, o que chamamos de visão tubular. Outras pessoas enxergam os objetos como um quebra-cabeças em que falta uma ou duas peças. Ainda, há pessoas que têm baixa visão, ou seja, enxergam muito pouco, mas, ainda assim, são capazes de utilizar a visão para o planejamento e a execução de uma tarefa. E, claro, há aquelas que não veem absolutamente nada.

As pessoas com deficiência visual, ou seja, pessoas que têm baixa visão ou cegueira, precisam também de auxílio para usufruir de alguns recursos que a sociedade oferece. Faz parte do apoio às pessoas cegas, por exemplo, o sistema braille para leitura e escrita (são aquelas bolinhas que ficam salientes em um papel). Muitos cegos usam a reglete para escrever o braille.

Reglete: é uma chapa retangular de metal com os vários quadrados que contém seis furos que fazem as combinações das letras em braille. A chapa fica em cima de uma prancheta comum, onde o cego encaixa uma folha de sulfite com gramatura maior para sustentar as bolinhas demarcadas.

Existem softwares específicos para que pessoas com deficiência visual tenham acesso a computadores, por exemplo. Também foram desenvolvidas várias outras tecnologias para dar autonomia aos cegos, como elevadores, telefones, relógios e outros, com comandos de voz. As pessoas com baixa visão também podem precisar de algum tipo de apoio.

Para saber mais clique aqui e leia a reportagem que disponibilizamos especialmente para você.

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O que é Deficiência Auditiva?

Ilustração de uma menina de cabelos castanhos,  vestindo uma regata de cores claras e bermuda florida enquanto passeia pelo parque e faz gestos com as mãos  para utilizar a linguagem de sinais.

Perda bilateral, parcial ou total de 41 decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma nas frequências de 500 HZ, 1.000 HZ, 2.000 HZ e 3.000 HZ.

Deficiência auditiva é a perda parcial ou total da audição. O surdo pode falar, mas isso depende do quanto ele percebe auditivamente a fala e do quanto ele sabe sobre a língua. Além disso, ele se comunica, sim, mas usa uma língua diferente da que nós, ouvintes, usamos. Ele usa a língua de sinais, que é uma língua de modalidade visual-espacial, oficializada como língua no Brasil pela Lei 10.436, de 2002, e chamada de Libras (Lingua Brasileira de Sinais).

Não subestime as diferentes formas de comunicação que as pessoas podem desenvolver.

Os surdos mais oralizados, muitas vezes, preferem se comunicar por meio da fala e da leitura orofacial (dos movimentos dos lábios e dos músculos da face).

Alfabeto e Números em Libras

Fonte: www.fabiosellani.blogspot.com.br

A comunicação


A libras é um sistema linguístico legítimo e natural, utilizado pela comunidade surda no Brasil, de modalidade visual-espacial e com estrutura gramatical independente do português. A libras é muito difundida, principalmente o alfabeto gesticulado pelas mãos, chamado Alfabeto Manual ou Datilológico. Para estabelecer a comunicação informal com os surdos, procure usar a libras, se souber. Caso contrário, perceba se o surdo que está à sua frente faz a leitura labial. Se ele fizer, a comunicação pode se estabelecer pela fala. Outra opção, é se ele souber ler e escrever, nesse caso, use a escrita. O importante é comunicar-se.

Em eventos, sempre procure contratar um intérprete de libras. O direito dos surdos a intérpretes está previsto no Decreto n.º 5.296, de 2004, no artigo 26. Esse artigo estabelece que “as empresas concessionárias de serviços públicos e os órgãos da administração pública federal, direta e indireta, devem garantir às pessoas surdas o tratamento diferenciado, por meio do uso e da difusão de libras e da tradução e interpretação de libras/língua, realizados por servidores e empregados capacitados para essa função, bem como o acesso às tecnologias de informação”.

Você sabia?


A expressão “surdo-mudo” é, provavelmente, a mais antiga e incorreta denominação atribuída ao surdo? O fato de uma pessoa ser surda não significa que ela seja muda. Os surdos que também são mudos são minoria. Por esta razão, o surdo só será também mudo se, e somente se, for constatada clinicamente deficiência na sua oralização, impedindo-o de emitir sons.

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Deficiência intelectual
(dificuldade cognitiva)

Ilustração de um homem moreno, vestido com uma camiseta vermelha e calça jeans azul, olhando para o horizonte de uma praia enquanto um balãozinho de seu pensamento encontra-se vazio.

A deficiência intelectual, de acordo com a American Association on Intellectual and Development Disabilities (AAIDD, em português: Associação Americana de deficiência intelectual e do Desenvolvimento), consiste no "funcionamento mental significativamente abaixo da média, oriundo do período de desenvolvimento, concomitante com limitações associadas a duas ou mais áreas da conduta adaptativa, ou da sociedade, nos seguintes aspectos: comunicação, cuidados especiais, habilidades sociais, desempenho na família e comodidade, independência na locomoção, saúde e segurança, desempenho escolar, lazer e trabalho".

Quando falamos de deficiência intelectual, é comum as pessoas fazerem uma relação imediata com a doença mental. Não se engane, pois não é. A deficiência intelectual se caracteriza por um atraso no desenvolvimento, dificuldades para aprender e realizar tarefas do dia a dia e interagir com o meio em que vive. Ou seja, existe um comprometimento cognitivo. Uma doença ou transtorno mental configura-se pela alteração da percepção individual e/ou da realidade, pode apresentar alteração de humor e comportamento. Alguns transtornos mentais conhecidos são: transtornos de personalidade, de humor, delirantes como esquizofrenia por exemplo. Estes podem ser tratados através de psicoterapia e/ou medicamentos. O diagnóstico envolve o exame do estado mental confrontando seu histórico clínico, utilizando-se também de testes psicológicos, exames neurológicos, de imagem e exames físicos.

Não confunda deficiência intelectual com doença mental. Mas vale lembrar algumas boas dicas, como: se a pessoa com deficiência intelectual for uma criança, trate-a como uma criança. Se for um adulto, trate-a como um adulto. Se for adolescente, trate-a como tal. Devemos agir naturalmente, percebendo e respeitando as diferenças.

As pessoas com deficiência intelectual podem levar mais tempo para aprender e compreender solicitações. Tenha paciência e explique quantas vezes forem necessárias para que ela possa entender o que está sendo pedido. Não desanime caso haja retornos negativos, o importante é favorecer essa integração, sempre estimulando para que elas possam cooperar e se relacionar. É preciso ter uma postura positiva, nada de desestímulos. Uma orientação importante é não ser superprotetor. Permita que a pessoa com deficiência intelectual (que mantém íntegra a percepção dela mesma e da realidade) faça ou tente fazer sozinha tudo o que puder. Auxilie apenas no que for estritamente necessário. É preciso observar e aprender o ritmo das pessoas, afinal, cada um tem o seu.

Dica:

As pessoas com deficiência intelectual levam mais tempo para executar determinadas tarefas. Desta forma, repita a orientação de maneira clara e simples, até que seja compreendida. Se for pedir alguma coisa para uma pessoa com deficiência intelectual e notar que ela não consegue fazer, mostre um modelo e certifique-se de que compreendeu. Respeite o seu ritmo.

Ao contrário do que muita gente pensa, pessoas com deficiência intelectual podem e devem trabalhar. Estabelecer esse contato de trabalho e tornar as pessoas economicamente ativas faz parte da arte de inseri-las na sociedade. A sugestão aqui é estabelecer uma rotina de trabalho para elas. Coisas simples, mas bem explicadas, funcionam como um toque de mágica para que o dia transcorra produtivamente.

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Deficiência psicossocial

O termo “pessoa com deficiência psicossocial” refere-se à pessoa que adquiriu uma sequela em decorrência de um transtorno mental. Até recentemente essas pessoas eram chamadas de “doentes mentais”, ou seja, que possuíam alguma “doença psiquiátrica” ou “desordem psíquica”. Atualmente entende-se que essas terminologias além de inadequadas, são incapazes de expressar o conceito de transtorno mental.

É importante esclarecer que nem todo transtorno mental é capaz de produzir um quadro de deficiência psicossocial. Há transtornos mentais curáveis e que não são incapacitantes uma vez que sua fase aguda é tratada e superada. A deficiência psicossocial é aquela oriunda de um transtorno mental grave e incurável, no qual a pessoa se encontra em estágio/fase crônica.

Diferença entre deficiências: intelectual e psicossocial
Deficiência intelectual é a dificuldade cognitiva de aprendizagem. Caracteriza-se por um funcionamento intelectual inferior à média (QI – Quociente de inteligência).
Deficiência psicossocial é a deficiência mental. Refere-se a pessoa que adquiriu uma sequela em decorrência de um transtorno mental.

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Tecnologias assistivas

Tecnologia Assistiva é expressão utilizada para identificar as estratégias e recursos que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e consequentemente promover uma vida independente e inclusão.

Sistema braille:  Braille é um sistema de leitura com o tato para cegos inventado pelo francês Louis Braille (1809-1852). Braille, que ficou totalmente cego aos três anos de idade, inventou um sistema de pontos em relevo, inspirado pela visita do capitão aposentado Charles Barbier, que trouxera um novo conjunto de escrita para a noite que permitia aos militares trocar ordens e informações silenciosamente. Este sistema, conhecido como Serre, é baseado em 12 pontos, ao passo que o sistema desenvolvido por Braille é mais simples, com apenas seis pontos. Louis Braille melhorou seu sistema, incluindo a notação numérica e musical. Em 1829, publicou o seu método. O sistema braille é um alfabeto convencional cujos caracteres se indicam por pontos em relevo. A partir dos seis pontos salientes, é possível fazer 63 combinações que podem representar letras simples e acentuadas, pontuações, algarismos, sinais algébricos e notas musicais. Dois anos depois da morte de seu inventor, o método braille foi oficialmente adotado e reconhecido na França.

Curiosidade: um cego experiente pode ler duzentas palavras por minuto.

Softwares para pessoas com deficiência visual: No Brasil, já foram desenvolvidos alguns softwares de voz para que pessoas com deficiência visual tenham acesso a computadores. Dessa forma, elas podem trabalhar, divertir-se, enfim, usar o universo de possibilidades que um computador pode oferecer. Softwares como o Visual Vision ou Virtual Vision, que rodam em sistema Windows, têm ótimos sintetizadores de voz. O Dosvox, outro tipo de software, pode ser adquirido gratuitamente pelo site <http://caec.nce.ufrj.br>. O Dosvox foi criado pelo Núcleo de Computação Eletrônica da Faculdade Federal do Rio de Janeiro.

Aparelhos auditivos: São equipamentos que permitem aos deficientes auditivos a possibilidade de ouvir. Em muitos casos, os aparelhos não devolvem a integralidade dos sons, mas possibilitam que sejam detectados ruídos que facilitam a comunicação. Hoje, há aparelhos miniaturizados disponíveis com tecnologia digital de última geração, que oferece melhor ajuste à perda auditiva e ao estilo de vida do usuário.

Implante coclear: O implante coclear é um dispositivo eletrônico, de alta tecnologia, que estimula eletricamente as fibras do nervo auditivo para que essa corrente seja percebida pelo córtex cerebral. Esse implante fornece impulsos elétricos para a estimulação das fibras neurais remanescentes em diferentes regiões da cóclea, possibilitando ao usuário a percepção do som.

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Referências legais e conceituais

A legislação brasileira que trata das cotas de pessoas com deficiência (PCDs) nas empresas é a Lei 8.213/1991, que estabelece percentuais do quadro de pessoal destinados a estes profissionais. O percentual do quadro de pessoal destinado a PCDs na empresa será diferenciado de acordo com o número total de empregados, conforme segue:

O Brasil tem avançado na implementação dos apoios necessários ao pleno e efetivo exercício da capacidade legal por todas as pessoas com deficiência ao empenhar-se na equiparação de oportunidades para que a deficiência não seja utilizada como impedimento à realização de sonhos, desejos e projetos, valorizando o protagonismo e as escolhas dos brasileiros com e sem deficiência. Segundo o Censo do IBGE em 2010 cerca de 45,6 milhões de pessoas declararam possuir algum tipo de deficiência.

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Transformando Realidades

Quem são os responsáveis pela Inclusão?

Acreditamos que esta é uma causa que deve ser trabalhada em conjunto. A cultura inclusiva só será disseminada, se todos se comprometerem a isto, com sua consciência e ação.

Como cidadãos nos responsabilizamos em disseminar essa cultura para a sociedade, transformando em ações que se somadas ajudarão na prática da inclusão social. SOMOS TODOS RESPONSÁVEIS!

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Referências bibliográficas

A Inserção da pessoa portadora de deficiência e do beneficiário reabilitado no mercado de trabalho; MPT/Comissão de Estudos para inserção da pessoa portadora de deficiência no mercado de trabalho – Brasília/DF – 2001

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CARTILHA BARUERI. Sociedade Pestalozzi de São Paulo.

CONVIVA COM A DIFERENÇA. Organização de Carlos Aparício Clemente.

CONVIVENDO COM A DIFERENÇA: o que fazer quando encontrar uma pessoa com deficiência. CVI – Centro de Vida Independente de Campinas.

CONVIVENDO COM A SURDEZ. Folheto organizado pela Fundação Vanzolini.

COMO SE RELACIONAR COM UM CEGO. Manual organizado pela Associação dos Deficientes Visuais do Paraná.

CORRER, Rinaldo. Deficiência e Inclusão Social: construindo uma nova comunidade. Bauru: Edusc, 2003.

MANUAL DE ESTILO, Mídia e Deficiência. CVI - Centro de Vida Independente do Rio de Janeiro.

O QUE PENSAMOS SOBRE AS PESSOAS SURDOCEGAS E O QUE ELAS FAZEM PARA VIVER? Publicação do Grupo de Apoio ao Surdocego e ao Múltiplo Deficiente Sensorial e ABRASC.

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