Senac

Rio Grande do Sul

Artigo

O perfil do profisssional Técnico em Enfermagem na Unidade de Terapia Intensiva

por Sandra Pereira de Quadros Huff - Docente do Senac Caxias do Sul

No Brasil, as primeiras UTIs foram implantadas na década de 1970 e se tornaram unidades especializadas e consideradas como de alta complexidade. Foi necessário a aquisição de equipamentos cada vez mais sofisticados para se manter ou prolongar a vida das pessoas. Houve, também, necessidade de aperfeiçoamento dos recursos humanos que ali desempenham suas atividades continuamente.

A importância do técnico em enfermagem é imprescindível para a efetiva qualidade da assistência ao paciente e seus familiares. Os trabalhadores enfrentam cotidianamente as diversas dificuldades relacionadas à complexidade técnica da assistência a ser prestada, às exigências e cobranças dos pacientes, familiares, muitas vezes dos médicos, da instituição, dentre outros.

São esses técnicos que executam as atividades consideradas mais pesadas, cansativas e indispensáveis à assistência dos pacientes como higiene, alimentação, terapêutica medicamentosa, realização de curativos, entre outras atividades consideradas essencialmente manuais.

Observa-se ainda, que, em sua grande maioria, o trabalho nas UTIs está voltado para a assistência norteada pelo modelo biomédico, ou seja, para o corpo do paciente e para as patologias, muitas vezes, esquecendo-se de outros aspectos que também compõem e interferem na evolução de uma doença.

Para se atingir a assistência humanizada é preciso criar a possibilidade da existência desses outros fatores que fazem parte da vida do ser humano, sua história, seus sentimentos, sua cultura, seu modo de viver. Dessa forma, considera-se importante que toda equipe de saúde que trabalha em UTI reflita sobre os princípios direcionadores da assistência. Nesse sentido, é relevante compreender os próprios sentimentos enquanto profissionais da área da saúde nessa unidade, para conseguir acolher os sentimentos dos pacientes e de seus familiares.

Diante do exposto interroga-se: como é trabalhar em uma UTI? Como será que o trabalhador técnico de enfermagem se sente nessa unidade, convivendo com a iminência da morte? Que sentimentos surgem ao trabalhar nessa unidade? Como lidam com esses sentimentos?

Pensando em saúde deste trabalhador, neste mundo cheio de aparatos e estresse, mas por outro lado tão apaixonante, pois estamos com a vida de alguém em nossas mãos e com o nosso esforço e conhecimento, praticamos um atendimento de qualidade e seguro às pessoas que nos são confiadas.

Referências:

Lucena A, Crosseti MGO. Significado de cuidar na unidade de terapia intensiva. Rev

Gaúch Enferm, mar 2004.

Serviços da escola
Serviços do Senac-RS
Acessos
Serviços
Institucional
Contato