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Artigo

Dia Mundial do combate a AIDS

por Thailise Azeredo da Fonseca - Docente do Senac Caxias do Sul

O dia 1º de dezembro é o marco mundial do combate à AIDS. Esta data foi eleita pela Organização Mundial de Saúde e tem como foco alertar a população quanto à doença. Síndrome da Imunodeficiência adquirida (AIDS) é uma doença auto-imune desenvolvida pelo vírus do HIV. O contágio por este vírus se dá geralmente por contato sexual desprotegido, compartilhamento de seringas e agulhas contaminadas e, hoje em casos raríssimos, por transfusão sanguínea.

O fato de um indivíduo estar contaminado pelo Vírus do HIV, não configura que esta pessoa tenha AIDS. A doença se desenvolve após a quantidade de vírus estar bastante elevada, o que os especialistas chamam de alta carga viral. Quando um paciente soropositivo (portador de HIV) começa a apresentar altas taxas de vírus no seu organismo, ele começa a apresentar uma importante queda nas defesas de seu sistema imunológico, nesta fase se realiza o diagnóstico da AIDS, por isso o nome Síndrome = doença, da imunodeficiência = deficiência de imunidade, adquirida = contraída por um fator externo. 

Com a evolução nas pesquisas em busca de medicamentos, as indústrias farmacêuticas já possuem diversas fórmulas que auxiliam no estacionamento da carga viral, fazendo com que o vírus não se replique no corpo. Assim, já é possível manter a carga viral em níveis mais baixos adiando o diagnóstico da doença. Atualmente, dificilmente se lê em um atestado de óbito a AIDS como principal causa da morte, e sim alguma outra comorbidade que o excesso de vírus causou no organismo, como alguma doença infectocontagiosa relacionada a imunidade mais baixa ou algum outro tipo de doença no sangue que teve como causa a presença do vírus (linfomas e sarcomas são os principais exemplos). Desta forma, a máxima “ninguém mais morre de AIDS”, não deixa de estar correta, porém os óbitos estão diretamente associados a uma comorbidade desenvolvida pela presença do vírus. 

Este dia (1/12) serve como um alerta para a AIDS e para esclarecer a população sobre a doença, além de servir para uma breve reflexão sobre a forma como tratamos os portadores do vírus, pois sempre vale lembrar que abraço e aperto de mão e sequer o contato com a saliva não transmitem o vírus. É um dia para engrandecer a compaixão e a solidariedade com os doentes, além de servir para mostrar que o portador de HIV pode trabalhar e se relacionar normalmente com os demais indivíduos. Sempre lembrando que devemos nos preocupar com a transmissão e o contágio, já que a doença não tem cura e afeta diretamente na qualidade de vida das pessoas.

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