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Artigo

Por que prevenir os acidentes e doenças do trabalho?

por Anderson Galvão Calixto - Coordenador Curso Técnico em Segurança do Trabalho do Senac Uruguaiana

Fazendo uma analogia, os acidentes e doenças decorrentes do trabalho apresentam fatores extremamente negativos para a empresa, para o trabalhador acidentado e para a sociedade. As taxas de acidentes e doenças registradas pelas estatísticas oficiais expõem elevados custos e prejuízos humanos, sociais e econômicos, que custam muito para o País, considerando apenas os dados do trabalho formal.

Os sobreviventes desses infortúnios são também atingidos por danos que se materializam em: sofrimento físico e mental, cirurgias e remédios, próteses e assistência médica, fisioterapia e assistência psicológica, dependência de terceiros para acompanhamento e locomoção, diminuição do poder aquisitivo, desamparo à família, desemprego, depressão e traumas. É bom citar que as empresas não possuem obrigações com o trabalhar quando nos referimos a tratamentos decorrentes de acidentes e doenças.

Micro e pequenas empresas são as mais atingidas pelas consequências dos acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, apesar de nem sempre os seus gestores perceberem este fato. Na maioria das vezes, isso acontece por falta de conhecimento. O custo total de um acidente é dado pela soma de duas parcelas: uma refere-se ao custo direto (ou custo segurado), a exemplo do recolhimento mensal feito à Previdência Social, para pagamento do seguro contra acidentes do trabalho, visando garantir uma das modalidades de benefícios estabelecidos na legislação previdenciária. A outra parcela, refere-se ao custo indireto (custo não segurado).

Estatísticas apontam que os acidentes atingem, principalmente, pessoas na faixa etária dos 20 aos 30 anos, justamente quando estão em plena condição física.

Os danos para a sociedade são: socorro e medicação de urgência, intervenções cirúrgicas, mais leitos nos hospitais, maior apoio da família e da comunidade, benefícios previdenciários, redução da população economicamente ativa, aumento da taxação securitária e aumento de impostos e taxas. Muitas vezes constituem a única fonte de renda da família, ficando oneroso o custeio das despesas familiares.

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