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Rio Grande do Sul

Artigo

Os reflexos do coronavírus no comércio exterior brasileiro

por Jacqueline dos Santos Zapp.

Quando se fala em Comércio Exterior, devemos pensar o quanto as trocas comerciais internacionais são importantes para qualquer Nação. O impacto econômico e financeiro decorrente pela epidemia do Coronavírus (Covid-19), já é sentido globalmente, criando incertezas e prejudicando as perspectivas de crescimento a curto prazo.

Se pensarmos na China, origem da epidemia e principal parceiro comercial do Brasil, qualquer obstáculo que venha a abalar a produtividade chinesa pode trazer sérios reflexos econômicos para o nosso país .A cidade de Wuhan, foco do vírus, concentra 1,9% do PIB chinês e aproximadamente 500 empresas, a maior parte delas no setor de aço e de logística automotiva. Com a parte produtiva parada em determinado período, devido à epidemia, as empresas brasileiras que importam da China, ficaram prejudicadas em decorrência da momentânea falta de produção e de fornecimento.

Este reflexo pode ser sentido em várias empresas brasileiras que aguardam mercadorias já adquiridas, mas que ainda permanecem em território chinês. A alternativa de buscar de novos fornecedores em outros países, como forma de manter a produtividade, deve ser cautelosa, pois acarretará uma nova negociação internacional.

Por outro lado, alguns segmentos produtivos, perante este obstáculo, estão direcionando seus pedidos à indústria nacional, ocasionando um aquecimento positivo benéfico às empresas e geração de empregos. No cenário da logística internacional, há o comprometimento de toda uma cadeia de operações nos Modais, desde os sistemas portuário e aeroviário chineses, os quais atualmente encontram-se lotados de cargas para o mundo inteiro, bem como os Armazéns locais que permanecem lotados de mercadorias que não podem ter seguimento, devido à falta de caminhões para o transporte. Os navios de carga, responsáveis pela maior parte do transporte internacional, não conseguem atender a atual oferta de cargas a embarcar.

Diferentemente dos navios, algumas companhias aéreas, com o objetivo de preservar seu serviço, suspenderam seus vôos à China, até final de março.Enquanto isto, aqui no Brasil, as autoridades portuárias não estendem as medidas preventivas praticadas, somente para os navios que vêm da China, mas também para embarcações oriundas de outros sete países que foram incluídos, pelo Ministério da Saúde do Brasil, como locais que têm gerado preocupação em decorrência da grande quantidade de casos. São eles: Japão, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Singapura, Vietnã, Tailândia e Camboja e Itália.

Ou seja, a Globalização possibilitou ganho de competitividade para nossas empresas, no momento em que passaram a ter acesso a novos mercados internacionais, mas também ao abrir fronteiras, ficamos expostos a problemas de qualquer natureza que venham a ocorrer no cenário internacional, o que passou a ser mais um desafio às organizações.Disponível em: https://www.saude.gov.br/component/tags/tag/anvisa http://www.mdic.gov.br/component/content/article?id=2069

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