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Rio Grande do Sul

Artigo

Como as mulheres conciliam a realização pessoal, o trabalho e a família

por Ângela Candido - Gestão

Pode-se dizer que o trabalho tem um significado que varia conforme o contexto social e o momento histórico que se vivencia, sendo apresentado, ao longo da história da humanidade, de acordo com o nível cultural e com o grau de desenvolvimento da sociedade. Muitas vezes, o trabalho é visto de forma negativa, sendo associado a um estado de sofrimento. Para Probst (2003), o mundo do trabalho vem apostando nas competências femininas tais como a sensibilidade para trabalho em equipe, habilidades de persuasão e cooperação. Diante disso, evidencia-se que, nos últimos anos, a mulher vem conquistando cargos de topo em organizações e está cada vez mais presente no mercado de trabalho, sem deixar de lado sua dedicação ao trabalho doméstico e os cuidados com a família.

Antunes (1999) destaca, no capitalismo contemporâneo, uma classe que vive do trabalho e possui como núcleo o trabalho produtivo. As condições econômicas e culturais refletem diretamente na vida e nas perspectivas dos trabalhadores e propiciam transformações, nas quais a renda do trabalho feminino deixa de ser complementar e passa a contar como essencial na economia familiar. Na configuração assumida pela sociedade capitalista, intensifica-se a divisão sexual do trabalho, que se acentua no mundo feminino. Assim, este dilema, em nossos dias, aparece como uma das manifestações em que conflitam as relações de poder entre homens e mulheres.

Paralelamente a esse processo, ocorre uma das maiores lutas para que essas mudanças passem a ser percebidas como um processo natural nas relações sociais e de trabalho entre homens e mulheres. As responsabilidades consideradas ao papel da mulher fazem com que ela se sinta responsável por assumir tanto o trabalho fora de casa como os cuidados com a família. Com isso, evidencia-se que o trabalho remunerado e a vida em família, considerando o clássico modelo em que o homem era o único provedor e a mulher a cuidadora, sofrem modificações.

A modernização da sociedade e a revolução industrial trouxeram mudanças no contexto da vida social, na família e no trabalho, refletindo alterações nos estilos de vida e na necessidade de conciliar, no trabalho da mulher, as atividades domésticas, a maternidade e as dimensões que justificam ou tencionam essa conciliação (ARAÚJO; SCALCON, 2006). Pode-se remeter às tensões como algo concreto, por exemplo, a dedicação no cuidado com os filhos, a necessidade de trabalho como resultado ou ganho financeiro e as dificuldades de executar tarefas no exercício profissional, pela falta de equilíbrio entre esses fatores. A presença das mulheres no mercado de trabalho ocasiona mudanças nas práticas tradicionais vivenciadas nas famílias e propõe desafios a um novo perfil, pois, além de trabalharem fora e assumirem cargos de responsabilidade, ainda continuam presentes nas tarefas tradicionais de mães, esposas e donas de casa.

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