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Rio Grande do Sul

Artigo

Ansiedade e Adolescência

por Evelin Caroline Pigosso - Psicólogo e Orientadora de Educação Profissional

Atualmente, cada vez mais tem se falado em doenças de caráter psicológico e sofrimento psíquico. Tal abordagem tem fundamental importância a nível social, dado a complexidade de nosso dia a dia e de nossas relações pessoais.

Neste contexto, um fator que merece ser observado é a relação entre transtornos de ansiedade e a adolescência. Sabe-se que neste período há várias mudanças que são enfrentadas, em âmbito biopsicossocial. Porém, fica a pergunta: por que tantos jovens sofrem de ansiedade?

Para pensar nesta relação, é imprescindível observar a fase do desenvolvimento destes indivíduos. Em transição entre a infância e a fase adulta, os jovens reestabelecem as relações com seus familiares e cuidadores, com seus amigos e consigo mesmos. Tudo muda – os gostos, os desejos e o próprio corpo, inclusive.

Em torno das transformações, há um sentimento de inquietação e questionamentos. E, neste contexto, algumas mudanças soam como ameaças. Frente a isso, podem surgir os sintomas de ansiedade.

De maneira geral, estes sintomas também são associados com questões físicas, como tremores ou falta de ar. Além disso, a ansiedade pode estar associada com várias perturbações de nível psicológico, como transtorno do pânico, fobias, transtorno de ansiedade generalizada ou de separação.

Vale lembrar que todas as pessoas já se sentiram ansiosas em algum momento de sua vida. Porém, quando a ansiedade começa a prejudicar as atividades diárias do indivíduo, ela merece ser observada e, o mais importante, tratada de maneira adequada, com profissionais capacitados e intervenção medicamentosa, caso necessário.

Diante disso, pode-se pensar em várias situações importantes na relação entre jovens e ansiedade. A primeira delas é que cada vez mais temos adolescentes expostos a situações de sofrimento psíquico e de mudanças, com cada vez menos recursos internos (psicológicos) disponíveis para lidar com essas adversidades. Em algumas situações, a única saída psíquica disponível é adoecer.

Porém, em outra perspectiva, pode-se pensar que em nossa sociedade atual, há cada vez mais espaço para a fala, tanto de pontos fortes quanto das fragilidades humanas. Neste sentido, há uma opção emergente de assumir as dificuldades para tratar as possíveis causas psicológicas, e não somente os sintomas físicos.

Diante disso tudo, fica o desafio que todos os indivíduos enfrentam todos os dias, seja na adolescência, infância ou fase adulta – lidar com as mudanças previstas e imprevistas com os recursos pessoais disponíveis. Isso se faz necessário, pois para viver – e sobreviver, fundamentalmente é preciso ser humano, e isso implica em escutar-se, questionar-se constantemente e também reconhecer quando é preciso de ajuda para enfrentar as adversidades da vida.





 

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