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Rio Grande do Sul

Artigo

Biossegurança e esterilização nos serviços de manicure

por Raquel Bueno Thofehrn - Professora do Senac Tramandaí

Você já viu a manicure utilizar o alicate de sua cliente em si própria ou em uma próxima cliente sem a devida esterilização? Isso é mais comum do que parece. E é aí que que podem acontecer os riscos. Mas o que é o risco? Risco é a possibilidade de acontecer algum dano à saúde, ao meio ambiente e até mesmo ao financeiro. 

Os riscos podem ser biológicos, físicos, químicos, riscos de acidentes e ergonômicos.  Hoje, vou falar sobre o risco biológico, que é a possibilidade de contaminação de vírus, bactérias, fungos, parasitas ou protozoários que se encontram em objetos contaminados por microrganismos.  Profissionais da área da saúde e beleza estão em contato direto com muitas pessoas diferentes durante um único dia, aumentando assim a chance de contaminação. Essas podem ocorrer por secreções, sangue, dentre outros. Cito alguns exemplos:

Fungos: são causadores das micoses (crescimento de fungo na pele e unhas) e existem diversas fontes de contaminação, como os alicates de cortes de unhas, cutículas, espátulas, bastões, toalhas úmidas e até mesmo os esmaltes. 

Vírus: Aids e hepatite são os mais frequentes e mais preocupantes. Ambos são transmitidos por secreções e são mais comuns de serem transmitidos por instrumentos perfuro cortantes contaminados como alicates, agulhas, tesouras, lâminas, etc. As hepatites virais A, B e C são as mais comuns. A hepatite A e B são transmitidas por contato com secreções e o sangue é o principal veículo para essa transmissão. O vírus da hepatite pode sobreviver em um instrumento contaminado seco por mais de duas semanas e é resistente a agentes químicos, ou seja, desinfetantes. Nem mesmo o álcool 70% o elimina, somente uma esterilização adequada consegue fazer isso. Você sabia que o vírus da hepatite pode sobreviver até 8 horas dentro do vidro de esmalte? E para que isso não ocorra você sabe como proceder? É aí que entra o processo de esterilização! 

Esterilização

Hoje em dia existem muitas dúvidas quanto a esterilização com estufa e autoclave. A estufa trabalha com calor seco, ou seja, funciona como um forno. Cada vez que você abre a estufa seu calor escapa, prejudicando assim a esterilização eficaz dos equipamentos. Ela necessita de um tempo maior (em média 2 horas) e uma temperatura constante para ser eficaz. Sem contar que para ter um resultado satisfatório, o profissional precisa saber manuseá-la, não podendo sobrecarregá-la com os equipamentos, pois assim estaria prejudicando a esterilização dos mesmos. Isso sem contar no custo/benefício de uma esterilização com estufa, pois a mesma se torna muito mais cara, já que o tempo de uso é maior assim como a necessidade de ligar mais vezes. 

Por isso, hoje em dia a estufa não é mais permitida em nosso Estado, segundo a portaria 500, de 31 de agosto de 2010.  Já a autoclave trabalha com calor úmido, ou seja, ela aumenta a temperatura e pressão da água, funcionando como uma panela de pressão. Sendo assim, quando atinge a pressão adequada, ela se trava não possibilitando sua abertura antes do tempo de seu ciclo correto. Assim, ela mantém o processo muito mais seguro, rápido e eficiente, tornando-o mais rápido e mais barato. 

 

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