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Artigo

Diploma: o detalhe que pesa no currículo

por Márcio Geovane Martins Barragan - Docente do Senac Santa Maria

Com a diminuição do número de vagas de trabalho no Brasil, nos últimos anos, nunca é demais lembrar que somente os candidatos mais qualificados serão os escolhidos.

Quem procura um emprego, se pergunta o que é necessário ter ou fazer para ser contratado. Quem já está empregado, se pergunta o que é preciso para ser promovido. As respostas para essas perguntas são muitas e variam de uma região para outra, ou até mesmo de uma empresa para outra. Nesse momento, surgem palavras como atitude, pró-atividade, perfil de liderança, criatividade e mais uma lista imensa de habilidades e conhecimentos técnicos. Mas em um ponto todos parecem concordar: é preciso ter qualificação. O desafio de recrutar pessoas preparadas para o mercado de trabalho é cada vez maior.

Os números estão aí para comprovar isto. Nos últimos anos, a geração de novos postos de trabalho vem diminuindo no Brasil. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, o número de admissões chegou a 18.704.576 de janeiro a outubro de 2014. Esse número é menor do que nos dez primeiros meses de 2013, quando foram criadas 19.193.551 vagas, sendo que em todo o ano, o total de admissões fechou em 22.092.164.

Mesmo tendo encerrado 2013 com total de admissões superior ao de 2012, quando foram criados 21.743.957 postos de trabalho, o saldo total, que são as admissões menos as demissões, indica uma direção contrária. Caiu de 1.315.577 em 2012, para 1.117.171 em 2013. No mês de outubro de 2014, o saldo acumulado do ano estava em 972.287 postos de trabalho.

Esse resultado, com certeza, não é positivo. Porém, indica uma realidade do mercado de trabalho que já vem sido apontada por todos os especialistas há muito tempo. Como a demanda de trabalho é menor, somente os candidatos mais qualificados serão escolhidos.
Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), mais de 90% das vagas existentes, exigem do candidato pelo menos o Ensino Médio completo. Por outro lado, no país todo, cerca de 40% dos candidatos a uma vaga de emprego, não completaram nem o Ensino Fundamental.

Mas muitos candidatos procuram um emprego pensando somente na recompensa que estará no contracheque. E aí está mais uma razão para se qualificar. Segundo uma pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no mês de maio de 2013, trabalhadores com diploma universitário, chegam a ganhar até 219,4% a mais em comparação a pessoas com menor escolaridade. Além disso, cada ano de estudo pode significar um aumento de cerca de 15 % nos rendimentos do trabalhadores. Apesar desses dados terem sido coletados há cerca de dois anos, acredita-se que este panorama não tenha sido alterado.

É de conhecimento de todos que o Brasil conseguiu garantir o acesso ao Ensino Fundamental a praticamente toda a população, levar cada vez mais jovens ao ensino médio e ainda criou uma série de facilidades para o ingresso em cursos de qualificação, cursos técnicos e Ensino Superior. Porém, é preciso que os jovens e todas as pessoas interessadas em entrar no mercado de trabalho ou crescer dentro dele, sejam conscientizados sobre importância de persistirem nos estudos e a recompensa que isso trará para suas vidas.

Ainda que outras habilidades e competências influenciem em um processo seletivo, a falta de qualificação profissional pode significar a diferença entre ser contratado ou ser deixado de lado perante as oportunidade

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