Senac

Rio Grande do Sul

Artigo

Saúde Mental e Aprendizagem

por Evelin Caroline Pigosso - Docente

Atualmente, muito tem se falado sobre saúde mental e bem-estar nas escolas. Por meio desse olhar, cada vez mais ações estão sendo tomadas para enfatizar a complexidade da relação entre saúde, doença e suas implicações no processo de aprender, principalmente em datas como Setembro Amarelo.

O Setembro Amarelo surgiu nos Estados Unidos, em 1994. Desde então, o laço amarelo vem sendo utilizado como símbolo de luta e prevenção ao suicídio. Mas por que falar sobre isso é importante em nossas escolas?

Hoje, uma pessoa comete suicídio a cada 45 minutos no Brasil. E esta é a segunda maior causa de morte entre os jovens de 15 a 29 anos. Esses jovens estão em fase escolar, muitas vezes inseridos em contexto de aprendizagem profissional.

Diante desses dados, torna-se imprescindível abordar temas como saúde mental e auxílio psicológico nas instituições de ensino, uma vez que muitas pessoas ainda visualizam temas como depressão e ansiedade como tabus, ou ainda como sintomas insignificantes e fingimento. É importante descontruir essas ideias, para que cada vez mais os jovens tenham acesso a uma rede de apoio e tratamento. Dessa forma, poderá haver uma base de prevenção mais efetiva e um olhar coletivo mais cuidadoso para o principal capital escolar: o capital humano.

Nessa relação, vale lembrar que os professores são ferramentas importantes no processo de identificação de sintomas. Um aluno que deixa de produzir nas aulas, apresenta cortes pelo corpo ou parece estar com humor deprimido pode estar passando por um processo depressivo, e a leitura do profissional “professor” frente a isso pode ajudar em um possível encaminhamento.

E, frente a isso, acrescenta-se um elemento fundamental nesta equação: o cuidado com o professor. Torna-se imprescindível manter um ambiente de segurança e saúde mental para esses profissionais, para que os olhares deles possam se concentrar em seus alunos e suas atividades de aula. Assim, fica mais fácil identificar sintomas e trabalhar com prevenção e promoção de bem-estar.

Logo, entende-se a importância de cuidar de toda a rede de pessoas, sejam eles professores ou alunos, no processo de ensino. Dessa forma, fatores de risco podem ser minimizados. Haverá uma proteção efetiva dos indivíduos com alguma enfermidade psicológica, bem como auxílio adequado para isso.

Com isso, será possível um tratamento com menos achismos e tabus, e mais ciência e profissionais capacitados para a tarefa com psiquiatras e psicólogos. Por meio disso, uma rede de apoio poderá ser efetiva, uma vez que sempre há uma possibilidade de auxílio com menos julgamento e mais empatia, mais humanidade. Afinal, no fim das contas, “não somos apenas o que pensamos ser. Somos mais; somos também o que lembramos e aquilo de que nos esquecemos; somos as palavras que trocamos, os enganos que cometemos, os impulsos a que cedemos, sem querer” (Freud, Sigmund).

 

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