Senac

Rio Grande do Sul

Artigo

O papel do coordenador de grupos

por Angela Candido da Silva - Professora do Senac Tramandaí, graduada em Psicologia, pós-graduada em Gestão de Pessoas e Docência do Ensino Superior, com formação em Mediação de Conflitos e Coordenação de grupos.

Este artigo aborda a compreensão do funcionamento e da estrutura dos grupos, as intervenções realizadas no campo grupal, através da teoria e utilização de técnicas com a finalidade de contribuir com profissionais que atuam nesta área. Pereira (2013) conceitua grupo como instrumento terapêutico e pode ter a finalidade de trabalhar medos, ansiedade, vínculos e outros comportamentos que sejam favorecidos internamente pelo grupo, salientando ainda que, a maior contribuição no âmbito dos processos grupais está na proposta de compreender a estrutura e a forma como funcionam, bem como o modo de intervir com os mesmos a fim de objetivar a aprendizagem a e transformação do sujeito e dos grupos. Em palavras, seria como que se as intervenções do coordenador no grupo servissem como “adubo” em um terreno a fim de torná-lo fértil.

Sabemos que neste contexto de estudo envolvendo grupos, o papel do coordenador implica em análise criteriosa. Para Domingues, Ideli (2003) em estudos sobre o papel e a função do coordenador, relatam sobre o significado da observação e a subjetividade para reconhecer os processos grupais e que requer o desenvolvimento de uma coerência interna, sem deixar de articular uma leitura com a tarefa.

Diante deste estudo, se observa a importância de o coordenador estar atento ao que ocorre, crítico, ativo e mobilizado àquilo que está observando, pois, o convívio com os sujeitos em grupo exige novos comportamentos de aprendizagem de vínculo, sendo este inclusive um dos maiores desafios para os profissionais das relações humanas (DOMINGUES, IDELI, 2003). Neste contexto, podemos perceber que o coordenador, em sua neutralidade, pode observar os conflitos ou divergências que são inerentes nos relacionamentos como crescimento individual e grupal, utilizando a forma de pensamento com a pessoa e não sobre a pessoa, o que os estudos demonstram não ser algo de muita facilidade.

Acreditamos que muito se questiona sobre a real razão de ser de um coordenador de grupo. No texto de Marta Maria Okamoto (1987) tradução e revisão de Kleemann; Aragon relata que o coordenador não pode definir um lugar no grupo, estando em diversos papeis ao mesmo tempo e suas intervenções devem ser traduzidas de forma arbitrária, fragmentada, interpretando de forma solta, como diz a autora acima mencionada “ir largando no grupo o que vai pescando”, tendo o cuidado de não devolver com suas interpretações e modelos mentais o qual está submetido em suas próprias crenças.

Todo grupo nasce de uma motivação inicial individual e tem uma razão de ser:

Necessidade que é a razão porque se juntam

Tarefa são as dimensões que podem se apresentar de forma explícita que é o trabalho em si que se quer alcançar, ou implícita que são representados pelos sentimentos.

Objetivo como o grupo está andando em relação às expectativas.

Cabe salientar aqui que, a utilização de grupos enquanto estratégia na atenção em saúde e em práticas de aprendizagem escolares vem se apresentando cada vez mais no mundo Contemporâneo, considerando inclusive as propostas oficiais do Ministério da Saúde e da Educação (MOTA, MUNARI, 2006).

REFERÊNCIAS

GAYOTTO, M. L. C. e Domingues, I. (1995). Grupo. Em: M. L. C. Gayotto e I. Domingues, Liderança: Aprenda a mudar em grupo, pp. 21 - 23. Petrópolis: Vozes.

PEREIRA, T. T. S.O Pichon-Rivière, a dialética e os grupos operativos: implicações para pesquisa e intervenção - Rev. SPAGESP vol.14 no.1 Ribeirão Preto 2013

MOTA, K. A.; MUNARI, D, B. Um olhar para a dinâmica do coordenador de grupos.Revista Eletrônica de Enfermagem, v. 08, n. 01, p. 150 – 161, 2006. Disponível em http://www.revistas.ufg.br/index.php/fen

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