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GUIA DE PREVENÇÃO
DA COVID-19

Última atualização: 06/04/2021

Reforçamos que as diretrizes e os procedimentos norteadores de maior abrangência a serem observados são atualizados conforme a evolução da pandemia e as providências em âmbito das esferas públicas federal, estadual e municipais.

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A doença causada pelo coronavírus 2019 (COVID-19) é similar a uma “gripe”. Geralmente é uma doença leve ou moderada, mas alguns casos podem ficar graves.

Os sintomas da COVID-19 podem variar de um resfriado, uma síndrome gripal (SG) (presença de um quadro respiratório agudo, caracterizado por pelo menos dois dos seguintes sintomas: sensação febril ou febre associada a dor de garganta, dor de cabeça, tosse, coriza) até uma pneumonia severa. Sendo assim, nos últimos 12 meses de pandemia instalada, foram observados os seguintes sintomas:

  • Tosse
  • Febre
  • Coriza
  • Dor de garganta
  • Dificuldade para respirar
  • Perda de olfato (anosmia)
  • Alteração do paladar (ageusia)
  • Distúrbios gastrintestinais (náuseas, vômitos, diarreia)
  • Cansaço (astenia)
  • Diminuição do apetite (hiporexia)
  • Dispneia (falta de ar)
  • Cefaleia (dor de cabeça)
  • Mal-estar geral
  • Dor no peito

Esses sintomas geralmente são leves e começam gradualmente.

Algumas pessoas são infectadas, mas não apresentam sintomas ou apresentam sintomas leves, quase que imperceptíveis.

Além disso, a maioria das pessoas (cerca de 80%) se recupera da doença sem precisar de tratamento especial. Cerca de 1 em cada 6 pessoas que adoecem devido à COVID-19 pode apresentar a forma grave da doença.

Pessoas idosas e portadoras de certas condições crônicas como pressão alta, doenças cardiovasculares e diabetes têm um maior risco de desenvolver a forma grave.

Perfil da população que se enquadra no grupo de risco

Alguns grupos de pessoas, devido a sua idade ou condição de saúde, possuem uma chance maior de evoluir para um quadro mais grave da doença como a pneumonia. São essas: pessoas idosas (>=60 anos) e com condições de saúde pré-existentes, chamadas de comorbidades, como:

  • Doenças cardíacas descompensadas
  • Doenças cardíacas congênitas
  • Insuficiência cardíaca mal controlada
  • Doença cardíaca isquêmica descompensada
  • Doenças respiratórias descompensadas
  • Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e asma mal controlados
  • Doenças pulmonares intersticiais com complicações
  • Fibrose cística com infecções recorrentes
  • Displasia broncopulmonar com complicações
  • Crianças com doença pulmonar crônica da prematuridade
  • Doenças renais crônicas em estágio avançado (graus 3, 4 e 5)
  • Pacientes em diálise
  • Transplantados de órgãos sólidos e de medula óssea
  • Imunossupressão por doenças cromossômicas e com estado de fragilidade imunológica
  • Diabetes (conforme análise clínica)
  • Gestante de alto risco
  • Doença hepática em estado avançado
  • Obesidade (IMC >=40)
  • Fonte: Ministério da Saúde, 2020.



Pessoas com febre (aferida ou aparente), tosse, dificuldade respiratória, associadas ou não a quadro de síndrome gripal, devem procurar atendimento médico imediato.

O que é a síndrome gripal?

Ouça o áudio a seguir ou clique no ícone para acessar a transcrição do áudio.

O indivíduo que apresente febre de início súbito, mesmo que referida, acompanhada de tosse ou dor de garganta ou dificuldade respiratória, na ausência de outro diagnóstico específico é considerado suspeito.

Em crianças com menos de 2 anos de idade, consideram-se também como um caso de síndrome gripal a febre de início súbito, mesmo que referida, e sintomas específicos, respiratórios, tais como tosse, coriza e obstrução nasal, na ausência de outro diagnóstico, podendo apresentar também quadro de distúrbios gastrintestinais, como vômitos, diarreia, perda de apetite.


Deve-se utilizar uma máscara como forma de prevenir a dispersão de gotículas respiratórias ao tossir, espirrar ou falar, combinando com a lavagem ou a higienização das mãos. Após o atendimento, devem-se seguir as orientações médicas, evitando frequentar ambientes públicos ou mesmo de trabalho, buscando permanecer em casa por 14 dias ou até o completo desaparecimento dos sinais e sintomas. Isso prevenirá a propagação do vírus e a ocorrência de novas infecções.

O Ministério da Saúde dispõe de um aplicativo gratuito para smartphones e/ou web, no qual você pode indicar como está se sentindo e interagir com as informações apontadas (disponível em: <https://coronavirus-app.saude.gov.br/app/inicio>).

Sintomas

Coronavírus

Os sintomas vão de leves a severos

Resfriado

Início gradual dos sintomas

Gripe

Início repentino dos sintomas

Tuberculose pulmonar

Início dos sintomas

Rápido

Rápido

Rápido

Lento

Febre

Comum

Raro

Comum

Comum

Febre baixa e no final do dia (vespertina)

Cansaço

Ás vezes

Às vezes

Comum

Comum

Tosse

Comum

(Geralmente seca)

Às vezes (Geralmente leve)

Comum

(Geralmente seca)

Tosse persistente por mais de 2 a 3 semanas (seca ou com expectoração)

Espirros

Raro

Comum

Raro

Ausente

Dores no corpo e mal-estar

Às vezes

Comum

Comum

Pode ter dor torácica

Coriza ou nariz entupido

Raro

Comum

Às vezes

Ausente

Dor de garganta

Às vezes

Comum

Às vezes

Ausente

Diarreia

Raro

Raro

Às vezes, em crianças

Ausente

Dor de cabeça

Às vezes

Raro

Comum

Ausente

Falta de ar

Às vezes

(pode ser grave)

Raro

Raro

Depende da gravidade do acometimento pulmonar

Emagrecimento

Ausente

Ausente

Ausente

Comum

Sudorese noturna

Ausente

Ausente

Ausente

Comum



De forma resumida, podem ser sinais e sintomas da pessoa infectada pela Covid-19: febre igual ou superior a 37.8°C, tosse, dificuldade respiratória, dores no corpo (mialgia), cansaço (fadiga), congestão nasal, diarreia e perda/alteração do olfato ou paladar.


É importante saber que a febre nem sempre está presente entre os sintomas!

Importante: febre pode não estar presente em alguns casos, mesmo a pessoa tendo outros sintomas, como, por exemplo, em pacientes jovens, idosos, imunossuprimidos ou que, em algumas situações, possam ter utilizado medicamento antitérmico. Nestas situações, a avaliação clínica deve ser levada em consideração, e a pessoa deverá ser encaminhada para avaliação médica.



Entende-se como contato próximo uma pessoa envolvida em qualquer uma das seguintes situações:

a. Estar até 2 m de um paciente com suspeita de caso por COVID-19, dentro da mesma sala, da mesma área de atendimento ou do mesmo local de trabalho por um período prolongado, sem uso de equipamento de proteção individual (EPI)

b. Cuidar, visitar ou compartilhar uma área ou uma sala de espera de assistência médica ou, ainda, ter contato direto com fluidos corporais, enquanto não estiver utilizando o EPI recomendado

Modo de transmissão


Contato próximo – até 2 m


Gotícula de saliva, tosse, espirro, catarro


Aperto de mão ou contato com objetos e superfícies contaminados, tais como celulares, mesas, talheres, maçanetas, brinquedos, teclados de computador etc., seguido de contato com a boca, o nariz e os olhos.

Período de incubação

O período médio de incubação da infecção por COVID-19 é de 5.2 dias, com intervalo que pode chegar até 12.5 dias. Por isso, um período seguro de quarentena para que pessoas expostas não transmitam a COVID-19 é de 14 dias.

Vacinas: disponibilidade e público-alvo

Ao redor do mundo, a comunidade científica tem juntado esforços na tentativa de criar imunizantes que possam frear a disseminação da doença. No Brasil, o Instituto Butantan e a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), em parceria, respectivamente, com a Sinovac (CoronaVac) e a AstraZeneca (Covishield), já vêm produzindo doses das vacinas, e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), por sua vez, já liberou o uso emergencial desses imunizantes. Ademais, uma terceira farmacêutica, a Janssen, controlada pela Johnson & Johnson, teve a liberação de seu imunizante, a Janssen COVID-19 Vaccine, para uso emergencial no país.

Os imunizantes têm como objetivos frear a disseminação descontrolada do vírus e reduzir a gravidade dos sintomas nos imunizados, mas não impedem que estes sejam infectados. O governo do Estado do Rio Grande do Sul vem recebendo do Ministério da Saúde doses dos imunizantes a serem aplicadas na população. São eles:

CoronaVac

Pesquisadores do Instituto Butantan, o qual liderou os testes com a CoronaVac no Brasil, divulgaram que a eficácia geral da vacina foi de 50,4% em voluntários que receberam duas doses com intervalo de 14 dias. O instituto também informa que a vacina foi 78% eficaz na prevenção de casos leves de Covid-19 e 100% eficaz na prevenção de quadros moderados e graves.

A farmacêutica Sinovac informou ainda que um estudo clínico com a CoronaVac realizado no Brasil mostrou que o imunizante foi mais eficaz em um pequeno grupo que recebeu a segunda dose do fármaco com um intervalo maior, chegando à taxa de proteção de 70% com um período de três semanas entre as doses.

A Secretaria da Saúde recomenda que a segunda aplicação da CoronaVac ocorra 28 dias depois da primeira.

AstraZeneca/Oxford

As doses da AstraZeneca/Oxford foram importadas da Índia pelo Ministério da Saúde. O lote será direcionado ao grupo de trabalhadores da saúde, priorizando aqueles que estão na linha de frente no atendimento às pessoas com a doença.

A eficácia dessa vacina é de 70,42%, e existem dados limitados sobre a eficácia contra formas graves da doença, o que não permite uma conclusão estatisticamente significativa e definitiva. Os dados disponíveis são insuficientes para conclusão sobre a eficácia, porém é possível observar uma tendência favorável à proteção para as formas graves de COVID-19.

A previsão para a segunda dose da vacina da Oxford/AstraZeneca no Brasil, instituição que tem acordo com a Fiocruz, é de 12 semanas após a primeira.

Dúvidas sobre as vacinas disponíveis no Brasil?

Os links a seguir, da Sociedade Brasileira de Pediatria e do Sesc Brasil, contêm perguntas e respostas relativas aos imunizantes disponíveis no Brasil.

Acesse os links e fique bem informado: <https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/22909c-GPA-Duvidas_sobre_Vacinas_COVID19.pdf> e <https://www.instagram.com/p/CMzW-wijkN7/>.

Para receber a vacina, o governo tem adotado calendário, priorizando, na primeira etapa, a população do grupo de risco (idosos) e os profissionais da saúde.

Para entender a estratégia de operacionalização da vacinação contra a COVID-19, acesse o PNI (Plano Nacional de Imunizações) no link <https://sbim.org.br/images/files/notas-tecnicas/plano-vacinao-covid19-ed5-17mar21-cgpni.pdf>.

Para informações do calendário de vacinação, consulte o plano vacinal de seu município.

Testes disponíveis para detecção da Covid-19

Para detectar a presença da doença no organismo, alguns testes foram disponibilizados para rastreio e diagnóstico. Observe:

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Lembre-se de que, independentemente dos resultados apresentados por quaisquer tipos de testes realizados, as medidas preventivas devem ser mantidas, pois os testes não garantem 100% da eficácia se realizados fora da janela indicada.