Senac

Rio Grande do Sul

Artigo

Estudante: o protagonista da relação de ensino

por Amanda do Nascimento da Silveira - Professora do Senac Tramandaí

Em tempos pré-pandemia, o qual sequer se imaginava que passaríamos, havia praticamente a educação na forma presencial (típica) e a educação a distância (EAD). A educação na forma presencial é, em geral, o formato de ensino tradicional e mais usual no País. É aquela que todo o plano de trabalho, todos os conhecimentos são executados por meio de aulas, as quais tanto os estudantes quanto o professor estão no mesmo espaço de tempo, ou seja, na mesma hora e no mesmo lugar, ao vivo. Inclusive, boa parte dos estudos na educação básica ainda é ofertada obrigatoriamente neste formato, presencial.

Já a educação a distância, o chamado EAD, é o formato de ensino onde os estudantes e os professores estão separados fisicamente e, por vezes, temporalmente, pois aqui a aula é inserida no moodle (trata-se de um software livre, de apoio à aprendizagem, executado num ambiente virtual), ou seja, as instituições de ensino que trabalham desta forma tem um ambiente virtual próprio onde são postadas as atividades, e o estudante, por meio de tecnologias de informação e comunicação (tablet, celular, computador, netbook, notebook e outros), fará as atividades propostas (claro, dentro de um prazo estipulado), mas quando convier. Nessa modalidade surge a figura do tutor.

Com efeito, muito se discutiu e se discute sobre a melhor modalidade de ensino entre as duas opções. Existem os estudantes que preferem o estudo presencial e existem os que preferem o EAD. Para defender tal posicionamento, há estudantes que confirmam, atestam e acreditam piamente que somente o ensino presencial é eficaz. Em contrapartida, há outros estudantes que defendem o ensino EAD pelas vantagens que oferece: flexibilidade de horários e custos significantemente mais reduzidos. Entretanto, com a proliferação da COVID-19 e início da pandemia, mais precisamente de um dia para o outro, sem prévio aviso, a educação mundial teve que se adaptar e a educação remota veio para ficar.

O professor e os alunos interagem em um ambiente virtual. Neste momento, passa a se utilizar habitualmente a nomenclatura síncrona e assíncrona. As aulas síncronas são a modalidade que mantém a rotina da sala de aula só que em um ambiente afastado da escola, distante, longínquo, ou seja, se dá quando todos e todas estão, no mesmo dia e hora, conectados,  professor e estudante estão realizando interações em sincronia. Já a aula assíncrona, o professor propõe a atividade, determina a entrega da mesma e os alunos realizam, em localidades diferentes, no tempo que entenderem convenientes.

Há quem diga que a educação remota traz o melhor dos dois mundos. Mas afinal, qual é melhor modalidade de ensino?A presencial, EAD ou remoto? Ouso dizer que quem determina e quem tem o poder de responder tal questão é o estudante. Ele é o cara! O sujeito da relação de ensino. O personagem principal desta narrativa.

Se o estudante soubesse o poder que ele tem de, não só mudar as coisas ao seu redor, mas sim de se tornar uma pessoa melhor e, consequentemente, mudar o mundo. Afinal, quando estudamos não acumulamos conhecimentos. O verdadeiro segredo daquele que estuda constantemente é que a cada momento, ele revê conceitos, se modifica, melhora, questiona, critica, fundamenta, interpreta e disserta. Quanto mais se estuda, mais mais evoluímos como pessoa e como ser humano.

O processo é de dentro pra fora, é firme, é forte. Ora, só o ensino é capaz de aprimorar nosso ponto de vista do mundo, respeitar os diferentes pontos de vista, aprofundar conhecimentos científicos, integrar áreas do conhecimento, vislumbrar e interpretar acontecimentos históricos com distanciamento temporal. Enfim, essa abrangência e amplitude de pensamento advêm do estudo. Dia 17 de novembro foi o Dia Internacional do Estudante e eu o parabenizo pelo proativo que ele é de ir além do aluno. Além daquele que estuda para passar de ano, o estudante faz a diferença e é o protagonista da relação. Ao mesmo tempo em que aprende, ele também ensina. Ele pode ser o que quiser e, agora mais do que nunca, de onde estiver.

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