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Artigo

Mamografia: um exame que pode salvar vidas

por Daiana de Paula Fontoura - Enfermeira Obstetra e Orientadora de Educação Profissional da área da saúde do Senac Uruguaiana

Culturalmente os seios carregam uma série de significados. Símbolo da feminilidade, amamentação, sexualidade, ousadia e protesto. Mas, a mama também adoece e dentre as patologias que afetam essa glândula temos o câncer como mais preocupante, responsável pela alta incidência de mortalidade em mulheres no país. 

Celebramos anualmente o Movimento Internacional de Conscientização para o controle do Câncer de mama e de colo de útero, o Outubro Rosa. Este movimento foi criado na década de 1990 no intuito de compartilhar informações, encorajar ações visando a conscientização sobre a doença e a viabilização do acesso aos serviços diagnósticos e de tratamento para a redução da mortalidade.

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de mama é o tipo mais frequente em mulheres a partir dos 55 anos de idade, sobretudo no estado do Rio Grande do Sul, porém também pode acometer mulheres mais jovens. Estima-se que de 2020 a 2022 sejam diagnosticados anualmente 66.280 novos casos no país, tendo um risco de 61,61 casos a cada 100 mil mulheres. 

A detecção precoce dos casos de câncer de mama aumenta significativamente a possibilidade de tratamentos menos agressivos com melhores taxas de sucesso. Desta forma, torna-se imprescindível que as mulheres sejam estimuladas a conhecer o seu corpo para que saibam identificar o que é normal e anormal em suas mamas. Além disso, o Ministério da Saúde (MS), seguindo as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), recomenda que seja ofertada mamografia de rastreamento para mulheres assintomáticas entre 50 e 69 anos a cada dois anos como um método de identificar o câncer precocemente antes do surgimento dos sintomas.

A mamografia de rastreamento pode ajudar a reduzir a mortalidade por câncer de mama. Embora seja um exame simples e não invasivo, o assunto ainda gera muitas discussões. Para tanto, esclareceremos algumas dúvidas em relação ao exame.

- Quando você deve realizar a primeira mamografia? 

A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), o Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR) e a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) recomendam o rastreamento mamográfico anual a partir dos 40 anos. No Brasil, inclusive, é lei a oferta gratuita de mamografia pelo SUS a partir desta idade apesar da falta de recomendação formal pelo Ministério da Saúde.

- Quem não tem histórico familiar de câncer de mama precisa fazer mamografia?

Quando o câncer de mama acomete alguém da família, a mulher tem um risco aumentado de ter a doença, principalmente se mãe ou irmã já tiveram. Porém, os estudos mostram que a grande maioria das mulheres com câncer de mama não tinham nenhum familiar com a doença. 

- É um exame caro?

Não. Vale lembrar que toda paciente atendida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) não paga nada para a realização do exame. 

- É um exame doloroso?

O exame pode sim ser doloroso, mas os profissionais preferem descrever como “desconfortável". Se a mama for densa, mais incômodo a mulher pode sentir. Embora cada pessoa tenha uma sensibilidade diferente para dor, devido a compressão no aparelho ser rápida, o desconforto é passageiro. Para amenizar a dor, uma das estratégias é evitar fazer o exame durante o período menstrual, pois neste período a mama está mais inchada e sensível.

- Mamas densas anulam o exame?

O exame pode não ser tão eficaz na detecção de lesões em casos de mamas densas, porém há de se considerar a utilidade. Quando a mamografia não for clara em função da densidade mamária poderá ser solicitado outro exame de imagem para se obter um diagnóstico preciso.

- Prótese de silicone impede a realização do exame?

Não. Mesmo mulheres com próteses podem fazer o exame e diagnosticar a doença. Todavia, em alguns casos o médico pode mesmo solicitar exames complementares. É importante dizer que a correta compressão da mamografia não acarreta qualquer dano no implante ou prótese de silicone.

- Quem amamenta pode realizar mamografia? 

Sim. Se surgir a necessidade de fazer o exame durante esse período em caso de forte suspeita, não há inconveniente. 

- Homens também fazem mamografia? 

Homens também podem desenvolver câncer de mama. A incidência no gênero masculino é muito menor — cerca de 1%, no entanto, em caso de qualquer anormalidade na mama, o médico pode solicitar um exame de mamografia.

- O que é o BIRADS citado nos laudos das mamografias? 

É um sistema de laudo adotado em quase todo o mundo e inclusive no Brasil a SBM, CBR e FEBRASGO recomendam sua adoção nas descrições dos laudos com o objetivo de uniformizar e normatizar as terminologias evitando confusão e erros de interpretação.

-  Comprimir a mama durante o exame pode causar danos ou câncer?

Não, a compressão adequada não causa problemas para a mama. Vale lembrar que a compressão é necessária porque diminui a dose de radiação, fornece uma visão mais clara da mama. 

O câncer de mama é o segundo mais frequente entre as mulheres e o diagnóstico precoce pode aumentar as chances de cura em até 90%. A mamografia é eficaz para detectar lesões iniciais e não palpáveis e sem dúvida é a grande aliada para a obtenção do diagnóstico e tratamento adequado, sendo capaz de reduzir a mortalidade. O reconhecimento adiantado da doença pode ser fundamental para uma recuperação efetiva. 

Realize o autoexame regularmente e esteja atenta a qualquer alteração. Siga todas as orientações dos profissionais envolvidos no seu cuidado. Cuide da sua saúde. Cuide das suas mamas.

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