Senac

Rio Grande do Sul

Artigo

Reflexões iniciais sobre o ensino de idiomas às crianças não alfabetizadas

por Franciele Agnoletto - Pedagoga Senac Ijuí e Senac Cruz Alta

Falar de ensino na infância é falar de criatividade e de sensibilidade, e refletir sobre o ensino de idiomas às crianças não alfabetizadas requer compreensão das características que permeiam o universo infantil. Infância é tempo de imaginação e descobertas que acontecem, essencialmente, por meio do brincar. A faixa etária que contempla as crianças não alfabetizadas caracteriza-se pela aprendizagem através da investigação do mundo que as cerca e na interação entre pares, quando ampliam seus conhecimentos e assim constroem, também, sua compreensão acerca de si e do outro.

 

Partindo dessa premissa, é necessário que todo educador que se disponha a ensinar crianças tenha, em sua essência de trabalho, um olhar sensível para as necessidades delas, dispondo de espaços que favoreçam a interação e, consequentemente, a aprendizagem. O ensino de idiomas tem características distintas, pois apresenta às crianças um novo repertório, uma nova forma de comunicar-se. Justamente pelas suas especificidades, o ensino de idiomas para esses níveis privilegia especialmente o uso da linguagem oral, contando também com materiais lúdicos que conversem com a temática da aula. Chaguri (2004) corrobora com essa ideia, pois enfatiza que o ensino da língua inglesa para crianças deve ser lúdico e atento ao vocabulário, pois estes serão a base para uma aprendizagem mais concreta.

É impossível não considerar aqui a tecnologia presente na vida cotidiana e que, transforma também, as formas de ensinar e aprender, pois a infância contemporânea é marcada pelo acesso aos mais diversos idiomas, especialmente através de plataformas digitais. Esse fator, se bem conduzido, torna-se um aliado no ensino, pois permite às crianças que expressem seus interesses de forma clara, dando elementos para que o educador planeje sua prática.

 

Entretanto, o interesse infantil não se limita ao digital: brinquedos, jogos e livros com qualidade gráfica e que fogem ao estereótipo comercial fascinam as crianças, justamente por enriquecer seu repertório visual e promover interatividade e concentração. Outro fator que precisa ser repensado por uma escola de idiomas que prioriza a experiência da criança é a oferta de atividades vazias de significados. Propor às crianças atividades mecânicas, como recorte e pintura de desenhos prontos, subestima sua capacidade de criar e produzir cultura, transferindo o protagonismo para o educador. Repensar as vivências ofertadas nas escolas de idiomas é respeitar essa infância confiada a nós.

 

Finalizando, sabemos que, enquanto escola que oportuniza a formação continuada, precisamos estar em constante atualização técnica, pesquisando metodologias, refletindo e reavaliando nossa prática pedagógica e profissional. Embora desafiador, é importante estar atentos e em sintonia com os avanços que emergem no contexto educacional, para que, assim, possamos oferecer o melhor produto e a melhor experiência àqueles que confiaram a nós seu aprendizado.

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