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Rio Grande do Sul

Artigo

Risco Social e Vulnerabilidade Social

por Amanda Leppa - Orientadora educacional

Para falarmos a respeito de risco social e vulnerabilidade social, é necessário compreender que suas definições são muitas devido às diferentes áreas de conhecimento em que esses termos podem ser mencionados. Na área da Educação, risco e vulnerabilidade são termos que se relacionam, mas não possuem o mesmo significado. As autoras Yunes e Szymanski apud ROSANE JANCZURA (2012) afirmam que é de suma importância entender a diferença entre os conceitos de risco e de vulnerabilidade. Segundo elas, o conceito de vulnerabilidade é aplicado erroneamente no lugar de risco.

A definição de vulnerabilidade social, segundo Oliveira apud ROSANE JANCZURA (2012) é insuficiente e incompleta pois não especifica as condições pelas quais o indivíduo ingressa no conjunto dos grupos vulneráveis. Ressalta, ainda, que há indivíduos vulneráveis entre os índios, os negros, as mulheres, os nordestinos, os trabalhadores rurais, as crianças em situação de rua, as pessoas com deficiência, entre outros segmentos populacionais.

Entende-se por risco qualquer possibilidade que o sujeito ou população tenha de ser participante de um evento futuro, seja ele na vida pessoal, social, econômica, cultural, de saúde, entre outros. França apud ROSANE JANCZURA (2012) analisam que o risco se configura, hoje, como um signo importante para se compreender o homem. Focalizar os discursos e situar a concepção de risco em relação a tantos outros signos construídos na modernidade, como por exemplo infância, trabalho precoce, subjetividade, saúde, pobreza possibilitam a reflexão sobre as transformações que ocorrem no mundo atual, as quais incidem nos sujeitos, em particular, e na sociedade. Entende-se por vulnerabilidade a fragilidade do indivíduo ou população para lidar com esses riscos, devido à falta de algum recurso social, político ou educacional. A vulnerabilidade opera apenas quando o risco está presente; sem risco, vulnerabilidade não tem efeito. (Yunes e Szymanski apud ROSANE JANCZURA, 2012).

Dessa forma, Carneiro e Veiga apud ROSANE JANCZURA (2012) afirmam que a vulnerabilidade e o risco fazem parte da condição humana, porém a separação dos termos se encontra na falta de possibilidade que a vulnerabilidade representa. O risco pode estar sempre presente para qualquer indivíduo, porém o mesmo individuo só está em situação de vulnerabilidade quando não dispõe de recursos para defender-se desse risco. Estão vulneráveis quando são enfraquecidos de recursos para enfrentar os riscos a que são submetidos, quando não existe capacidade para adotar ações que lhes possibilitem alcançar a segurança pessoal.

Para estar vulnerável, uma pessoa não precisa ser carente ou excluída, pois pessoas de nível social mais elevado e inseridas na sociedade poderão também ser fragilizadas de algum recurso material ou não, tornando-se vulneráveis. Oliveira apud ROSANE JANCZURA (2012) aponta que os grupos sociais vulneráveis poderiam ser definidos como aqueles conjuntos ou subconjuntos da população brasileira situados na linha de pobreza, além de considerar que nem todos os vulneráveis são indigentes pois entende que, além dos indigentes, muitos grupos sociais que se encontram acima da linha da pobreza também são vulneráveis.

JANCZURA. Rosane. Risco ou vulnerabilidade social? Textos & Contextos, Porto Alegre, v. 11, n. 2, p. 301 - 308, ago./dez. 2012 |

 

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