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Rio Grande do Sul

Artigo

O tempo? já foi...

por Rafael Damé - Mestre

As novas gerações não têm mais nos dado chance de parar, é uma bobagem querer acompanhar as novas formas de agir, comunicar-se ou mesmo trabalhar, o ambiente de constante alteração nos tornou refém de uma vida mutante que traz na inovação sua marca registrada como DNA dos ocupantes do moderno mercado de trabalho que habitamos. 
Práticas ultrapassadas por muitas vezes são uma opção menos arriscada e pseudoconfortável, porém de vida curta quando o assunto é a nova juventude.


No ambiente acadêmico, o desafio é muito maior, se analisarmos, por exemplo, uma sala de cirurgia em um hospital e sua estrutura de trabalho na intenção de compararmos com o que é hoje para o que foi há 50 anos atrás, a diferença é ultrajante, antes de ser impressionante. Já a sala de aula está lá, com algumas mudanças tecnológicas no quadro que deixou de ser negro, no conforto de uma cadeira ou no giz que foi abolido na intenção de diminuir os problemas pulmonares dos professores (esses problemas foram diminuídos), ademais, seguem lá, todos sentados um ao lado do outro, por vezes um atrás do outro, em algumas situações com a mesma roupa (uniforme) e seguindo regras expressas em um regimento interno escrito por um diretor há cerca de algumas décadas.


Parece bem óbvio que um professor de primeira série do ensino fundamental a cada ano fica mais velho, já seus alunos, todos os anos terão a mesma idade, algo que seria tranquilo se o nível ou acesso ao conhecimento fosse ‘medido’ pela idade, mas não é mais, ou você, quando vê ou conversa com uma criança (se é que podemos chamá-los assim) nos dias de hoje, identifica alguma forma de comparar-se com a mesma quando você tinha essa idade? Pois é, as coisas evoluíram demais, e você? Onde ficou no meio do “tsunami”?


Não perca seu tempo punindo seu aluno por estar no celular, seja mais interessante que o aparelho.


Não declare como “lei” que o aluno deve prestar atenção em sua aula por três horas, já foi comprovado que depois de 40 minutos, a atenção dele só permanecerá através de desafios impostos, a não se que você faça parte da troupe do Cirque du Soleir. 
A evolução da educação é uma evolução de mentes e comportamentos, não medimos mais qualidade e tamanho de empresas por sua estrutura física e sim pela capacidade intelectual que são capazes de produzir.

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